Oct 19, 2017

Benzeno é tolerância zero!

 

Nesta dia 5, quando celebramos o DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A EXPOSIÇÃO AO BENZENO, gostaríamos de estar destacando aqui os avanços em relação a esta questão na Petrobrás. Mas, infelizmente, não é isso o que acontece. Apesar de ser reconhecido e comprovado o dano à saúde dos trabalhadores, a Petrobrás tem feito vistas grossas para esse problema.

A FUP e os seus Sindicatos têm denunciado e discutido nas Comissões esta atitude da Petrobrás e as suas tentativas de impor um limite de tolerância ao benzeno, quando a empresa, apesar de conhecer que não existe grau de tolerância de exposição a este agente cancerígeno, insiste em rediscutir os critérios de caracterização de risco da exposição ocupacional a ele, querendo alterar os níveis de exposição.

O próprio dia 5 de outubro está relacionado a esta questão que afeta e os trabalhadores da Petrobrás. É bom lembrar que este dia marca a morte, em 2004, do trabalhador Roberto Viegas Kappra, com apenas 36 anos. Ele trabalhava exposto ao benzeno na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), e foi vitimado por uma leucemia mielóide aguda. Entre o diagnóstico e o óbito passaram-se somente 22 dias. Kappra não foi o único companheiro que morreu por trabalhar nessa situação.

Os equipamentos para monitoramento ao benzeno só foram adquiridos na Refap após ação dos representantes dos trabalhadores, tanto da CIPA /GTB, como do sindicato. As identificações das áreas que têm potencial de maior risco, também foi trabalho destes grupos. Como sempre, a empresa tem priorizado aspectos  econômicos em detrimento das  recomendações legais e da própria vida dos petroleiros.

Por isso, a luta contra a exposição ao Benzeno é de todos. Não podemos esperar da empresa, já que ela sequer reconhece as consequências da exposição deste agente químico na saúde dos seus trabalhadores,  apesar dos 30 anos de existência do acordo do benzeno.

Assim, cabe aos trabalhadores denunciarem ao Sindicato e aos órgãos competentes, as situações  que coloquem a sua saúde e a segurança em risco.  A busca por um ambiente saudável, livre do benzeno ou qualquer outro agente nocivo à saúde tem sido e continuará sendo prioridade para os petroleiros, que atuarão em todos os espaços de debates e tomarão todas as medidas que sejam necessárias e possíveis para preservar a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.

 

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