Oct 19, 2017

No aniversário da Petrobrás, quem ganha são as multinacionais

Ironicamente, poucos dias antes da Petrobrás completar 64 anos de existência, quem ganhou o presente foram as multinacionais do petróleo. No dia 28 de setembro, em mais um passo na sua política entreguista, o governo golpista do Temer e o capacho do mercado, Pedro Parente, realizaram o leilão de 287 blocos e exploratórios de petróleo e gás nas bacias de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Parnaíba. Ao todo foram entregues 37 blocos, 12,8% do total.

O presidente da estatal ainda teve a cara de pau de enviar carta aos trabalhadores, tentando justificar este verdadeiro crime contra o Brasil e os brasileiros. Diz que a Petrobrás está com papel cada vez mais secundário e endividada, discurso que tem encontrado  respaldo na mídia e processo que tem o apoio do Judiciário e da Operação Lava Jato. Pensa que está falando com leigos e não com quem ajudou a construir esta empresa. Entre junho e agosto, a gestão de Pedro Parente já havia anunciado a privatização de 74 plataformas de petróleo.

O SINDIPETRO-RS condenou a iniciativa. "Na quarta-feira, 27, o governo Temer cometeu mais um crime de lesa-pátria. A Agência Nacional de Petróleo realizou a 14ª rodada de leilões de campos de petróleo. Ficou muito claro o interesse das empresas multinacionais no pré-sal brasileiro. Nessa última rodada, a área que recebeu o maior lance, de R$ 3,4 bilhões de reais, foi a área que é fronteiriça a região do pré-sal brasileiro. Isso vai fazer com que a população brasileira perca diversos recursos para a saúde e educação do país no seu futuro. Fica demonstrado aí que o governo brasileiro está agindo contra os interesses da população e contra aquilo que mais interessa ao povo brasileiro: que é a saúde e a educação. Precisamos continuar a nossa luta contra toda essa política realizada contra o patrimônio  e contra o povo brasileiro", disse o presidente da entidade, Fernando Maia. 

Também como vem sendo alertado pelos petroleiros, o que de fato atrai as petrolíferas estrangeiras é o potencial econômico e estratégico das reservas brasileiras de óleo e gás. Ao leiloar campos tão próximos do Pré-Sal sob o regime de Concessão e não de Partilha da Produção, a ANP e o governo impõem perdas significativas à população brasileira, sem falar na redução dos índices de conteúdo local e da participação do Estado brasileiro sobre as riquezas geradas. Quem ganha com esse golpe do governo Temer são as multinacionais do setor.

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